Feitosa Costa

Família ameaça vingar a morte de adolescente

Prefeito de Curimatá apelou por ajuda ao governador e ao comandante da PM

Auricélia Matias 
 Foto: Arquivo Pessoal

O prefeito de Curimatá, Valdecir Júnior, enviou mensagens pelas redes sociais para o governador Wellington Dias e para o comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, pedindo ajuda urgente para reforçar a segurança da população do município. O clima em Curimatá é tenso, depois da morte de Auricélia Matias Lopes, 17 anos, assassinada com um tiro na cabeça por Cleismar Marques Lopes, 36 anos, durante a festa de inauguiração de um clube social, na noite de sábado (11). A família da adolescente é da Bahia e muito temida na região. A família de Auricélia ameaça vingar a morte da adolescente. 

"O clima é de insegurança e pânico. Estamos solidários com a família da vítima, mas pessoas inocentes não podem pagar pelo crime", advertiu o prefeito. "Bom dia, governador. Aqui é o Valdecir Júnior. Estou rogando por ajuda no reforço policial da nossa cidade. Já enviei um pedido ao coronel Carlos Augusto. Nessa madrigada houve um assassinato em nossa cidade. A família da vítima está ameaçando a família do assassino. Está um clima tenso e de insegurança no município. Pore favor nos ajude", apelou o prefeito em mensagem a Wellington Dias, que prometeu mandar reforço policial. 

O crime 

Auricélia Matias Lopes, 17 anos, trabalhava no caixa do bar durante a inauguração do clube. Cleismar pediu seis cervejas fiado. O dono dco bar, Glenes Martins Cunha, 40 anos, autorizou apenas três. Cleismar não gostou e começou a discutir com Glenes, que o teria agredido. Cleismar foi em casa, armou-se com um revólver e voltou par a festa. Chegando lá, o suspeito sacou o revólver e apontou para Glenes Cunha, que colocou a sobrinha como escudo. Cleismar atirou duas vezes e a acertou a cabeça da vítima. 

O delegado de Corrente Yure Saulo de Oliveira Aranha, investiga o caso. "Glenes seria o alvo dos disparos. Quando houve o primeiro disparo de arma de fogo, o projétil pegou de raspão no abdômen (muito superficial). Ele correu e houve um segundo disparo que atingiu o crânio da Auricélia. O disparou atingiu o osso occipital causando fratura e grande hemorragia". 



Fonte: Polícia Civil
Editor: Paulo Pincel 

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