Feitosa Costa

Robert denuncia problemas com projeto do governo

Ele lembrou que o Governo aumentou impostos em 2015, 2016 e esse ano, com a cumplicidade da Assembleia.

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 Deputado Robert Rios (PDT) (Foto: Reprodução)

O tempo de dois minutos destinados a pequenos avisos foram usados pelo deputado Robert Rios (PDT) nesta manhã de segunda-feira, para falar que no dia 4 de outubro passado, foi lida durante a sessão na Casa, uma mensagem do governador Wellington Dias, que segundo ele, contém uma "pegadinha terrível", contra o povo do Piauí.

“Eu denunciei, aqui, na semana passada, que o governador Wellington Dias estava preparando uma nova armadilha para o povo do Piauí, com aumento de impostos e que viria para esta Casa um projeto aumentando impostos, e colocando outros dinheiros, na conta única do Estado. Eu devia está hipnotizado, porque não vi essa mensagem lida. Eu vou requerer a cópia da gravação da mensagem”, observou o parlamentar.

Robert Rios disse ainda que a Mensagem do governador chegou à Casa, como se fosse apenas uma dispensa de débitos fiscais de um refis. “Quem não ler com calam, pensa que o governador mandou um refis. E no meio do refis, o governador aumenta todas as alíquotas de imposto, de Fumo, de combustível, de energia. E o mais grave é que ele, lá atrás, também diz, que todo dinheiro de empréstimo que o Governo tomar, poderá ir para o Fundo Previdenciário”, ressaltou.

O deputado disse também que com isso, poderá se pagar servidores inativos do Fundo, com dinheiro do empréstimo. “Resumindo, estão chegando aí, mais trezentos milhões e o governo poderá, autorizado por essa Casa, pagar servidores do Fundo Previdenciário, com esse dinheiro de empréstimo”.

 Ele lembrou que o Governo aumentou impostos em 2015, 2016 e esse ano, com a cumplicidade da Assembleia. “Presidente, isso aqui é de uma gravidade extrema. O aumento de impostos, embutido nesse refis, a Casa autoriza o governador a pegar dinheiro, contraído de empréstimo como já foi contraído. Dinheiro que era para investimento irá servir para pagar servidores”.

O deputado Robert Rios enfatizou que o caso é grave, é a segunda vez neste ano, de aumento de impostos, e solicitou ao presidente Themístocles Filho (PMDB) e ao deputado Evaldo Gomes (PTC), para discutir mais profundamente a Mensagem do Governador, na CCJ e também, juntamente com os setores envolvidos. O deputado sugeriu uma audiência pública, para discutir melhor o assunto, que segundo ele, atinge muita gente.     

CONVENÇÃO -  O parlamentar lembrou que amanhã, dia 10, será a Convenção do partido dele, o PDT, em Teresina, quando irão receber o presidenciável Ciro Gomes. “Na Convenção, iremos eleger o deputado Flávio Nogueira e eu não vou poder estar aqui, amanhã. Se eu tiver condições, poderei vir”.

EVALDO GOMES (PTC) – O presidente da comissão de Constituição e Justiça (CCJ), explicou que a matéria é polêmica e  requer um debate democrático, por parte dos deputados, sejam eles de governo ou de oposição. “O debate tem que ser feito é de alto nível. Não podemos achar que alguém é dono da verdade”, disse o parlamentar, acrescentando que todos sabem da realidade pela qual passa o estado do Piauí.

Evaldo Gomes informou que já existe um relator para a matéria, que é o deputado Fernando Monteiro (PRTB). “Repassei o relatório para o deputado Fernando Monteiro, mas concordo com o deputado Robert Rios, de que a gente pode fazer um debate, fazer audiência pública, não vejo problema algum. A decisão é tomada pela maioria, de forma democrática”, concluiu.

THEMÍSTOCLES FILHO (PMDB) - O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi), primeiro lembrou que estava falando para os telespectadores da TV Assembleia, que também esta na NET- canal 7, na SKAY – 316.1 e para os ouvintes da rádio Assembleia, que todo projeto que é lido, vai para as comissões técnicas da Casa.

“E que na hora em que o projeto chega nas comissões técnicas, são sete deputados  titulares e sete deputados suplentes, mas mesmo que o deputado não seja nem titular e nem suplente, este pode participar da reunião de qualquer comissão. Ele só não tem direito a voto, mas a voz, participar, o parlamentar tem”, enfatizou o deputado Themístocles Filho.

Ele lembrou ainda que o referido projeto passa em várias comissões, para depois chegar ao plenário da Casa. “É por isso que às vezes os parlamentares votam e nem pedem a palavra para discutir, pelo fato de já terem passado meses, discutindo, junto às comissões técnicas desta Casa. É desse jeito que isso acontece, aqui nesta Casa”, finalizou o presidente. 


Lindalva Miranda - Edição: Caio Bruno
Fonte: ALEPI 

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